Caçadores de sonhos
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Projetos, descrições, cartas e anagramas. Tudo num só momento, tudo num só espaço e estágio. A vida não parecia fluir dentro da mente da garota. Sentira-se presa, em um lugar escuro e sombrio. O vácuo tomava lugar de humanos. O negro tomava o lugar do colorido. Ela tomava lugar do diabo. Nada que se possa pensar é igual ao que Mary passava. A garota ficara presa em algum lugar. Ela tentara acordar, mas eles não deixavam.
“Sufocante demais”, pensava a garota desacordada e cansada. Tirava forças da onde não havia. Indiferente. Nada que ela tentasse ou fizesse conseguiria deter os caçadores de sonhos. Estes eram insaciáveis e incansáveis. A garota não agüentaria mais aquilo, era preferível morrer ao sentir tanto medo.
Mary se deitara no chão escuro. Como uma chama ela desaparece. Algo lhe dizia que eles haviam ido embora, até porque o sufoca passara de imediato. A mesma abre os olhos, sente-se queimando. Olha para os lados e, em vez de seus olhos observarem preto, vira vermelho, laranja, amarelo, cinza e cores quentes. Por quê? O inferno estava em sua frente. Nada sabia fazer, apenas ajoelhar-se. Ajoelhar-se e pedir perdão, orar, rezar. Matar não fora seu único desejo, fora sua ação.
Suada e em certo desespero a garota acordara de sua morte. O sonho não fora bem um sonho, fora um pesadelo. Ela não se lembrara de nada, apenas se recorda de uma única frase que haviam dito-lhe neste profundo sono: “Para toda ação existe uma reação”.
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